Entendo a preocupação de muitas mães, pais e pessoas próximas sobre alguém que está em atendimento psicológico.
Em muitos casos, familiares entram em contato querendo saber como a pessoa está, pedindo informações ou compartilhando detalhes que acreditam ser importantes.
Essa preocupação costuma nascer do cuidado, do afeto e da vontade de ajudar.
Mas… não é assim que funciona um processo terapêutico.
A psicoterapia é construída sobre um princípio fundamental: o sigilo profissional. Isso significa que aquilo que é dito em sessão pertence ao paciente.
Nenhuma informação é repassada sem sua autorização, e também evitamos receber informações externas que possam interferir na escuta clínica e na autonomia do processo terapêutico.
Esse sigilo protege a segurança emocional e garante que o adolescente ou jovem, ou mesmo os adultos possam falar com sinceridade, sem medo de repreensão ou julgamento.
O sigilo não é descaso, é cuidado. Ele permite que a paciente compartilhe problemas e sentimentos de forma aberta, o que ajuda na saúde mental e no desenvolvimento pessoal. Interferir ou exigir informações de fora pode atrapalhar o tratamento e gerar mais conflitos.
Existem casos em que a psicóloga precisa agir: se houver risco de a paciente se machucar ou machucar outra pessoa, ela entra em contato com a família ou autoridades para proteger a vida e a segurança. Fora essas situações, nada deve ser compartilhado.
Negar informações a terceiros é, portanto, uma medida de proteção. O sigilo é um sinal de que o trabalho está sendo feito corretamente e que a paciente está em um espaço seguro.
Mais sobre como funciona o acolhimento em psicoterapia: clique aqui .
Colaboração e Limites Éticos
Em casos específicos previstos por lei — como situações de risco à vida ou determinações judiciais — o sigilo pode ser flexibilizado.
Fora dessas exceções, preservar a confidencialidade é um dever ético da profissão e uma forma de respeito à dignidade, à privacidade e à autonomia de quem busca ajuda psicológica.
Para aqueles que desejam colaborar positivamente, há a
possibilidade de participação mediante autorização do paciente.
O
diálogo direto entre as partes envolvidas permite que o suporte seja
integrado de forma ética, preservando a confiança e a privacidade.
Em
contextos específicos, como em casos de comprometimento cognitivo
acentuado, a presença de acompanhantes pode ser considerada fundamental
para o bem-estar e progresso clínico.
Psicóloga Maristela Vallim Botari
CRP-SP 06-121677
Modalidades: TCC e Acolhimento humanizado .
Local: Av. Paulista, 2001 – São Paulo/SP.
Contato: (11) 95091-1931 | contato@psicologa-sp.com.br